segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Musicografia braille insere cegos no mercado de trabalho

A Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) possui em sua unidade paulista grupos de estudo de musicografia braille. O objetivo é levar às pessoas cegas aprendizado musical teórico, ou seja, escrita e interpretação de partituras em braille e, consequentemente, direcioná-las para o mercado de trabalho da área.

Para o presidente da OMB-SP, maestro Roberto Bueno, a pessoa com deficiência visual possui, na maioria das vezes, ouvido absoluto. O dom permite que o músico aprenda a tocar instrumentos somente ao ouvir uma melodia, o que não é suficiente para trabalhar numa orquestra ou numa banda profissional, por exemplo. Para ingressar no mercado de trabalho profissional é imprescindível conhecer música na partitura.

“A musicografia braille teve início no século 19, por meio de Luiz Braille, inventor do código para cegos e que também era músico, em Paris, na França. O método chegou ao Brasil, primeiramente, no instituto Benjamim Constant, no Rio de Janeiro, e se espalhou por toda a America Latina”, explicou a professora Isabel Bertevelli.

Interessados em aprender a musicografia braille ou em obter mais informações sobre o método podem procurar a OMB-SP pelo telefone (11) 3237-0777.

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