quarta-feira, 17 de junho de 2009

São Paulo isola vírus da gripe A H1N1




Sequenciamento genético revela que proteína do vírus não é do mesmo padrão do encontrado na Califórnia; caracterização genética contribuirá para produção de vacina

O Estado de São Paulo conseguiu isolar e sequenciar, de forma pioneira no Brasil, o vírus da gripe A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. O trabalho foi realizado pelo Instituto Adolfo Lutz, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, a partir do material colhido do primeiro caso paulista da doença, confirmado em abril.

Seguindo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Secretaria denominou a nova estirpe de Influenza A/São Paulo/H1N1. O sequenciamento genético revelou uma mutação na proteína Hemaglutinina, responsável pela capacidade de infectar do vírus, que já não tem o mesmo padrão do vírus da Califórnia (EUA), o primeiro isolado na atual pandemia.

A caracterização genética do vírus é fundamental para saber se o padrão se mantém ou já diferenciou dos encontrados em outras regiões do mundo.

"Esse trabalho é de extrema importância para monitorar o comportamento do vírus, o que irá contribuir para a produção da vacina e para avaliar a resposta aos medicamentos antivirais", afirma Marta Salomão, diretora do Instituto Adolfo Lutz.

Até o momento foram registrados no Estado 27 casos de gripe A H1N1. Outros 21 casos são considerados suspeitos e estão sendo investigados. Não há nenhum óbito pela doença em São Paulo.

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