domingo, 14 de junho de 2009

No blog do Edmilson Siqueira...

Lula vai discursar em Genebra sob protesto

Um tema tão caro aos petistas quando eram oposição demorou sete anos para ser abordado oficialmente por Lula num discurso internacional. Agora, finalmente, Lula vai falar sobre direitos humanos na sede da ONU em Genebra. O problema é que, no poder, Lula se aproximou e lambeu o saco de ditaduras como a cubana e todas as africanas e árabes. Para tanto, bastava qualquer país lhe prometer que apoiaria sua intenção (ingênua, diga-se) de o Brasil fazer parte do Conselho de Segurança da ONU quando esse aumentasse seus membros titulares para dez. A China concordou, disse que votaria no Brasil, mas na hora de se posicionar oficialmente, negou seu voto ao aumento do Conselho, porque não queria a participação do Japão. Até um estagiário do Itamaraty conhecia a posição da China. Lula não.

Mas não é só: o governo Lula entregou dois cubanos que pediram asilo ao Brasil de volta à ditadura cubana (um já conseguiu fugir daquele inferno, diga-se); deu abrigo a um terrorista condenado pela leis da democracia italiana e já soltou um árabe acusado de pertencer a Al Qaeda que se instalou no Brasil. Por essas e outras, a atuação do governo Lula na área de direitos humanos vai ser alvo de protestos em Genebra. É o que diz a Folha de hoje. A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
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Ao fazer o seu primeiro discurso internacional sobre direitos humanos em sete anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será recebido em Genebra, na próxima segunda-feira, por uma bateria de cobranças.

Pelo menos três organizações prometem divulgar comunicados criticando as posições adotadas pelo Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde o presidente falará por 20 minutos sobre as diretrizes que regem seu governo em temas humanitários.

No centro dos ataques está o histórico de voto do país. Em sucessivas sessões do CDH, o Brasil, em nome da não ingerência e do consenso, poupou regimes que cometem abusos .

Com isso, reforçou a suspeita de troca de favores com países em desenvolvimento, sobretudo árabes e muçulmanos, de olho em metas estratégicas, como a obtenção de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. O Itamaraty nega a correlação.

No texto que distribuirá aos membros do CDH, a organização brasileira Conectas critica as "ambiguidades" do Itamaraty, citando duas resoluções recentes, sobre a Coreia do Norte e o Sri Lanka. Em ambas, o Brasil evitou condenar os países alegando que o diálogo é mais eficaz do que sanções para fomentar a cooperação.


"É um falso dilema", rebate a coordenadora de relações internacionais da Conectas, Lucia Nader. "Para que haja cooperação é fundamental que as violações e as obrigações dos países sejam reconhecidas."

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