PT adota lei de Gerson em Campinas
A greve dos servidores está servindo para mostrar o que é um partido que tem duas caras, que quer colocar o pé em duas canoas ao mesmo tempo. Trata-se do PT que decidiu, como partido, adotar a Lei de Gerson ao apoiar a greve dos servidores municipais de Campinas. Ou seja, quer levar, "espertamente", vantagem em tudo.
Ora, apoiar a greve é ficar contra o governo do “doutor” que ofereceu 3% de reposição salarial para uma categoria que reivindica 18,7%. E ficar contra p governo do “doutor” é ser contra o vice-prefeito e presidente da Ceasa, Demétrio Vilagra (PT), o secretário dos Transportes, Gerson Bittencourt (PT) e o secretário do Trabalho e Renda Sebastião Arcanjo (PT). Isso sem contar as centenas e centenas de petistas que vivem da boquinha municipal e que, provavelmente, não estão nem aí para a greve. Ficou estranho o PT se solidarizar com os grevistas e, ao mesmo tempo, estar do outro lado do balcão ajudando o prefeito a negar a reivindicação salarial.
O resultado desse paradoxo pôde ser visto na última assembléia dos servidores. Um petista quis falar e foi vaiado. E ainda teve de ouvir que, se quisesse ficar ao lado dos servidores, o PT teria que renunciar a todos os cargos que tem no governo. Como nem passa pela cabeça do PT desfazer a aliança com o “doutor”, o partido vai ter de ficar distante da greve e cada vez mais grudado ao poder.
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