quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Lei Maria da Penha é disponibilizada em sistema braile e em libras

A iniciativa busca atender a demanda de um público que é vítima de agrssão ams não tinha acesso à lei

Mulheres com deficiência visual e auditiva terão, a partir desta terça-feira (16), acesso à Lei Maria da Penha em braile e em libras. A iniciativa das Coordenadorias Especiais de Políticas para Mulheres (Cepam) e a de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), vinculadas à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), busca atender a demanda de um público que é vítima de agressão, mas que não tinha acesso integral à lei.

O material será lançado nesta quarta-feira (17), às 9h, no auditório da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), quando será entregue ao presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, Durval Ângelo.

De acordo com a coordenadora Especial de Políticas para Mulheres, Eliana Piola, serão priorizadas as entidades que oferecem atendimento específico aos portadores de deficiência auditiva ou visual. "Iremos distribuir as cartilhas conforme a demanda das instituições cadastradas na Caade. Em seguida, o material será entregue em universidades, pois percebemos que lá há um grande número de mulheres que necessitam de informações", ressalta.
Segundo o gestor da Caade, Flávio Oliveira, é preciso incluir as pessoas com deficiência em todas as ações de igualdade de gênero. "Essas mulheres sofrem duplo preconceito. Existem poucas campanhas em linguagens acessíveis. Essa iniciativa é pioneira no Brasil", comemora. A confecção em áudio e libras foi desenvolvida pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e a tradução em braile pelo Instituto São Rafael.

A iniciativa faz parte das atividades dos 16 dias de ativismo, mobilização educativa e de massa, que visa a erradicação da violência contra a mulher e a garantia dos direitos humanos. Em todo o mundo, quatro datas-marco representam essa luta no período de realização da campanha: 25 de novembro a 10 de dezembro, daí a razão do nome 16 Dias de Ativismo.

São elas: 25 de novembro - Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres; 1º de dezembro - Dia mundial de combate à AIDS; 6 de dezembro - Massacre de Mulheres de Montreal e 10 dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos. Além das quatro datas mundiais, no Brasil, foi incluído o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

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