segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PSDB aprova aliança com PSB para outubro

Pela primeira em sua história, o PSDB de Campinas não terá candidato próprio a prefeito. Por decisão do diretório municipal, em reunião que avançou a madrugada na última sexta-feira, o partido aprovou o apoio à candidatura do deputado federal Jonas Donizette (PSB) nas eleições de outubro, indicando o vice na futura chapa — o nome ainda será discutido pela sigla e só deverá ser apresentado entre abril e maio. A decisão não foi unânime: integrantes ligados ao Instituto Teotônio Vilela votaram contra a parceria.

Segundo a deputada estadual Célia Leão, presidente do diretório municipal tucano, a aliança com o PSB inclui, além da vaga de vice, a indicação de nomes do partido para compor o eventual governo de Jonas na Prefeitura. “Vou levar agora a decisão do diretório campineiro à executiva estadual, que deverá referendá-la, mas já há orientação para isso (apoio a Jonas)”, afirmou Célia.
A decisão de apoiar Jonas já vinha sendo articulada pelo grupo de Célia e do deputado federal Carlos Sampaio, com o aval do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que prefere que o partido apóie nomes do PSB nos principais centros do Interior do Estado em troca da parceria com o partido de Jonas na Capital paulista. A informação foi antecipada pela coluna Xeque-Mate, do Correio, no último dia 27.

Aos poucos, o PSDB retorna ao poder em Campinas. A última ação do partido foi decidir não lançar candidatura própria na eleição para o mandato-tampão na Prefeitura, que até então seria indireta. Em troca, a legenda ganhou espaço na Administração. O primeiro contemplado foi o vereador Valdir Terrazan (PSDB). O tucano assumiu o comando da Secretaria de Serviços Públicos, pasta polêmica e que concentra hoje boa parte da demanda do Executivo.

A decisão — considerada um ato “pessoal” pela direção do PSDB campineiro — de Terrazan de integrar o governo do atual prefeito, Pedro Serafim (PDT), causou um racha no partido. O vereador Artur Orsi (PSDB) disse que não concorda com a participação da legenda na atual gestão e ratificou sua posição de opositor dentro da Câmara. Orsi, inclusive, é o nome mais forte nos bastidores para ser o vice de Jonas. O partido ainda teria outras opções, como a diretora-executiva da Agência Metropolitana de Campinas, Ester Viana, e o pró-reitor da Unicamp Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva. Célia, o deputado federal Carlos Sampaio e o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, já definiram que não colocarão seus nomes a vice.

O nome de Orsi ganhou força no ano passado, quando o vereador foi o responsável pela denúncia que culminou na cassação do então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). O tucano ficou em evidência pelo trabalho de investigação e de oposição na Câmara.
Jonas disse que se sente honrado em ter o PSDB como vice na sua chapa. No entanto, evitou palpites sobre o nome que irá integrar a aliança. “Essa é uma decisão interna do PSDB. O partido tem muitos nomes fortes para indicar”, afirmou.

Candidaturas

Fundado em 1988, o PSDB lançou candidato a prefeito em todas as eleições em Campinas. Naquele mesmo ano, Vanderlei Simionato foi o primeiro concorrente ao Palácio dos Jequitibás, sem sucesso. Quatros anos depois, José Roberto Magalhães Teixeira — um dos fundadores do PSDB e até hoje referência maior do partido na cidade, que já havia sido prefeito de Campinas pelo PMDB — disputou e venceu o pleito. Em 1996, Célia foi a candidata, mas perdeu a disputa para Chico Amaral (então PPB, hoje no PMDB). As três eleições seguintes (2000, 2004 e 2008) foram disputadas por Sampaio, que perdeu todas, o que contribuiu para o desgaste do partido em Campinas.

(Fonte: Correio Popular)

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